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Inclusão Digital, ontem!

19/11/2007

"Se durante décadas foi preferível ensinar a pescar do que dar o peixe, hoje, no mundo da tecnologia, é preferível dar a vara, o carretel, o anzol - a internet - que as pessoas serão capazes de descobrir, intuitivamente, como se pesca a informação, como se navega em busca do conhecimento" (FRALBER SAIDAM)
                

Francisco Alberto Madia de Souza

Muito mais importante que saúde, que educação, que rede de esgoto e de água, que calçamento, que iluminação, é INCLUIR, DIGITALMENTE E JÁ, toda a sociedade brasileira. Deveria ser o programa 0 do governo e só se considerar os demais depois dessa obra concluída. Devidamente incluída, a sociedade saberá resolver, ou cobrar, a solução de todos os demais problemas e carências: educação, saúde, luz, pavimentação, água, esgoto... e, um pouquinho mais adiante, a necessária revolução na organização política do país.

E depois, e também, na Justiça. Como cansamos de ouvir, e se durante décadas era preferível ensinar a pescar do que dar o peixe, hoje, como enfatiza FRALBER SAIDAM, e neste mundo da tecnologia, "é preferível dar a vara, o carretel, o anzol - a internet - que as pessoas serão capazes de descobrir, intuitivamente, como se pesca a informação, como se navega em busca do conhecimento". Para que cada um, justa e democraticamente, exerça o seu direito de ir atrás e conseguir; ou, permanecer estático.

Os últimos dados, divulgados pelo Centro de Estudos Sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, e tendo como base as últimas pesquisas do IBGE revelam que 1/3 dos brasileiros já acessou a internet ao menos uma vez na vida, e 2/3 nem passaram perto. Nos países da Ásia quem não acessou é menos de 10%! Dos que acessaram, a grande maioria pertence as classes A e B, um pouco da C, e muito pouco das D e E. Os da classe A acessam a internet a partir de suas casas - 81,86%, e no trabalho - 41,63%. Proporção semelhante ocorre na classe B. Já na C a participação do trabalho cresce, e ainda vem o acesso nas escolas: 33,86% em casa, 25,26% no trabalho, e 19,91% na escola.

Já nas classes D e E, a minoria que vem acessando a internet acaba fazendo isso nas escolas, 30,02%, e principalmente nas LAN HOUSES, 33,97%, onde pagam, entre R$1 e 2 a hora de uso. Ou seja, sobre o ponto de vista social, triste porque aprofunda o fosso que existe entre as classes em nosso país, mas, também trazendo uma luz de esperança. No desespero de ficarem muito para trás, tiram um pouco do que já não tem e tomam contato com o mundo moderno.

De todos os dados divulgados, e complementados pela reportagem do jornal "S.PAULO AGORA", chama a atenção a quantidade de LAN HOUSES nas favelas da maior cidade do país. Só na favela de HELIÓPOLIS são 50 LAN HOUSES. E em muitos dias, formam-se filas esperando a vez de acessar...

INCLUSÃO DIGITAL, ONTEM!

Francisco Alberto Madia de Souza é diretor-presidente e sócio do Madiamundomarketing, espaço empresarial de Marketing; advogado e administrador de empresas, com cursos de especialização em Marketing no Brasil e nos Estados Unidos. www.mmmkt.com.br.

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