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De olho no futuro

Daniel Mitraud *

Controlar as finanças não é tarefa fácil. Saber lidar com contas, cartão de crédito, aplicações e cheques requer organização e planejamento. Na vida do estudante que acaba de entrar na faculdade, isso torna-se ainda mais complicado. Como deixar a vida financeira em ordem e ainda dar conta de provas, trabalhos, seminários e outra série de exigências da vida acadêmica?

No primeiro ano de faculdade tudo é novo. E também faz parte desse rito de passagem possuir a própria conta bancária. As oportunidades oferecidas são as mais variadas e os bancos empenham-se cada vez mais em conquistar esses clientes e oferecer soluções compatíveis com seu ritmo de vida. Geralmente, para abrir uma conta universitária não é exigido comprovação de renda por parte do estudante. E logo na abertura, ele tem acesso a limites pré-aprovados, cheques e cartão de crédito. Alguns bancos também oferecem benefícios não-financeiros para chamar ainda mais a atenção dos estudantes.

É nesse momento que o jovem deve ficar atento para não abusar dos recursos disponíveis e cair em dívidas desnecessárias. Então, o que fazer para não estourar o limite do cartão de crédito ou abusar do cheque especial? Um primeiro e importante passo é o planejamento financeiro. Logo no início do ano, é bom listar quais serão os gastos fixos, como, por exemplo, compra de livros, participação em congressos, alimentação, transporte e alocar recursos para essas despesas.

O ideal é ver o quanto se gastou com isso no ano anterior e fazer uma projeção, levando em conta possíveis reajustes de preços. Se o estudante mora fora de sua cidade de origem e precisa arcar com despesas domésticas (água, luz, telefone, aluguel) não pode esquecer-se de contemplá-las no orçamento. Feito isso, vem a fase de análise de gastos eventuais, para os quais deve ser reservada uma quantia de segurança.

Em todo esse processo, o estudante precisa identificar de onde virão os recursos para suprir tais despesas. Será da ajuda financeira dos pais? Estágio ou programa trainee? Afinal, as contas no término do mês devem fechar. E atrasar pagamentos ou entrar no cheque especial podem gerar dores de cabeça desnecessárias. Com o planejamento feito fica mais fácil saber para onde vai o dinheiro e também trabalhar para que ele renda, possibilitando a realização de projetos futuros. Esse é o caso de quem está na faculdade e já pensa em fazer um mestrado ou uma pós-graduação no exterior. A programação deve começar a ser feita logo nos primeiros anos de curso.

Como alternativas, os estudantes têm como opção abrir uma poupança ou aplicar em fundos de investimento. Há também aqueles mais dispostos ao risco, que iniciam seu contato com o volátil mercado de ações ainda durante a graduação. Toda essa orientação financeira não pode ser excluída da função dos bancos. Muitas vezes, a conta universitária é o primeiro contato desses jovens com o sistema financeiro. E os bancos, como gestores desses recursos, devem estar atentos às necessidades dos estudantes e oferecer soluções eficazes para seus anseios. Assim, a instituição financeira
estende seu papel social colocando-se no lugar de educador ao formar jovens conscientes e responsáveis na administração do dinheiro. Trabalhar desta forma é contribuir para uma sociedade melhor e proporcionar que seus cidadãos sejam capazes de transformar seus projetos em realidade.

* Daniel Mitraud é coordenador do segmento Universitário e Jovem Profissional do Banco Real.

 

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