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CENSO ENSINO SUPERIOR - 2007 - CONSIDERAÇÕES GERAIS

CENSO ENSINO SUPERIOR - 2007 - CONSIDERAÇÕES GERAIS

Nos últimos dias, o “Periscópio CM Consultoria” apresentou estudos relacionados aos dados do censo do ensino superior divulgados pelo MEC, com base nas informações fornecidas pelas IES em 2007, apresentando indicadores que justificam esta fase de consolidação do ensino superior brasileiro e subsidiando a tomada de decisões das IES que têm como diferencial, a busca por soluções competitivas, tanto em planos de marketing como nas soluções e vivências da vida acadêmica e pedagógica.

A temática apresentada neste canal de comunicação compreendeu os títulos:
. Algumas tendências;
. Cursos;
. Candidatos/vagas/ingressantes
. Concluintes e mercado de trabalho;
. Docentes;
. Participação da classe C no ensino superior.

Esses temas têm o propósito de desencadear um processo de reflexão em torno da realidade atual, vivenciada pelas IES no cenário educacional, quando alguns posicionamentos tornaram-se cada vez mais evidentes:

1. A divulgação de rankings, em especial os referentes às qualidades acadêmicas do ensino superior remetem sempre à apaixonantes ou acaloradas discussões. E de fato causa mesmo! Enquanto algumas IES criticam as metodologias usadas pelo MEC, outras tentam de alguma forma mobilizar-se para que suas informações mantenham-se confidenciais ao órgão responsável. E quanto à humilde tarefa de reconhecer seus erros (caso existam) e buscar melhorias? Até que ponto conseguimos aprender com nossos erros e acertos? Quais são os objetivos e metas propostos no PDI para daqui a 10 anos? Os impactos, as pressões e melhorias “andam” juntos e não devem ser deixados de lado.


2. O market-share das IES fica cada vez mais evidente quando diretamente influenciado pelos dados do censo, mas comprometido quando os instrumentos de avaliações são divulgados. As informações, divulgadas em um ranking que coloque a IES em uma situação de desvantagem, pode comprometer a viabilidade dos negócios, mas a sociedade pode sofrer as consequências, quando uma IES bem posicionada não refletir a sua real qualidade, em detrimento de outra de melhor qualidade.


3. O mercado educacional cada vez mais tem se auto-regulamentado, quando a redução no número de novas escolas não pode ser considerada como um indício de desaceleração no crescimento educacional, mas como um fator de consolidação do setor.


4. A consolidação do ensino superior brasileiro pode ser analisada sob duas óticas: a partir do crescimento médio anual, entre os anos de 1997 a 2007, e, a partir do biênio 2006-2007:

 

 

Principais
Indicadores
1997-20072006-2007
Matrículas15,2%4,4%
Cursos28,3%6,3%
Cursos
EaD
157,4%16,9%
Vagas40,4%7,4%
Candidatos19,1%0,2%
Ingressos15,8%2,3%
Ociosidade81,3%47,5%
Evasão26,7%41,9%
Concluintes17,6%2,7%
Professores-especialistas3,8%4,7%
Professores-mestres15,8%3,7%
Professores-doutores16,9%7,9%

 

5. Frente aos indicadores ora expostos, fica evidente que os investimentos em educação possuem um prazo relativamente longo de retorno e que se convertem no enriquecimento da infraestrutura disponibilizada após essa consolidação de conhecimento, convertendo esses dividendos em benefícios aos cidadãos comuns.


6. O novo mercado de trabalho enfrenta carência de profissionais que tenham vivência em diversos setores e que tenham equilíbrio para atuar nos diversos ambientes corporativos.Talvez, em breve, não haja mais separação entre ensino presencial e EaD. As IES irão falar em um conjunto de atividades de aprendizagem, incluindo maior ou menor quantidade de encontros presenciais. A educação será continuada e abrangente às pessoas de diferentes faixas etárias. Ou então, o ensino da educação corporativa terá em suas origens, o ensino sob demanda e sob medida, aplicando a gestão do conhecimento no suporte à relação ensino/aprendizagem.


7. Novas tecnologias, novos consumidores, em especial os mais jovens. Comunicar-se na linguagem dos grandes consumidores de novas tecnologias, os jovens, é condição para que o corpo docente fidelize seus alunos, que passaram a compartilhar arquivos de áudio e a investigar novas notícias que poderiam ser comentadas e discutidas, a partir do uso de novas ferramentas, apresentando aulas com temas mais atuais e estando sempre “de olho” nos últimos acontecimentos, como regra para se ter uma aula estimulante e inovadora. Um exemplo disso são os “podcasts”.


8. É consenso o cenário observado em algumas IES, quando se está em curso uma mudança no perfil dos consumidores de baixa renda, ou seja, quanto mais jovens são os indivíduos, maior é a importância que se dá à qualidade e menor à que se confere a, por exemplo, facilidades de pagamento. É necessário maior atenção das IES ao definir propostas de captação de novos alunos, levando em consideração o novo perfil social, influenciado pelas novas tecnologias digitais, que não podem comprometer o sonho do ensino superior.


9. As perspectivas de crescimento no segmento de jovens trabalhadores de média e média-baixa renda mostram-se cada vez mais positivas, favorecidas pela continuidade do crescimento desse segmento de educação, sustentado não apenas pelas tendências demográficas, mas também pela grande demanda ainda não atendida, conforme sugerido pela Unesco, dos baixos níveis de penetração do ensino superior no Brasil.


Os estudos de mercado do ensino superior não objetivam apenas apresentar o censo 2007 sob as óticas da oferta e da demanda, mas sob os impactos na comunidade acadêmica e os negócios das IES, e ainda no que diz respeito às consequências futuras que poderão se tornar obstáculos ao desenvolvimento econômico brasileiro. Para isso, tanto que os ajustes preventivos devem ser eficazes para que os esforços acadêmicos não se percam em alocações ineficientes de recursos da economia, que consequentemente impactarão diretamente sobre a produtividade e o crescimento econômico.

Estas reflexões denotam a filosofia da CM Consultoria, e os temas abordados serão tratados nos próximos seminários sobre o ensino superior, em algumas capitais brasileiras, em 2009. A CM Consultoria além de seu know-how de mais de 20 anos em educação, tem como principal produto: o REIMAGINE!!!!!, um programa de reestruturação cujo objetivo é ser o caminho do sucesso das IES.

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