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Universidades privadas perdem alunos e querem apoio do BNDES

26/02/2009 - Levantamento feito pelo Semesp (sindicato das escolas particulares) aponta que 41,5% das universidades privadas de São Paulo terão um volume menor de novos alunos (ingressantes) neste ano em relação ao ano passado, revela reportagem de Fábio Takahashi e Márcio Pinho na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Segundo a entidade, a queda é reflexo da crise econômica e do aumento do desemprego.

Especialistas, porém, apontam outros problemas, como má qualidade de cursos e oferta de vagas superior à demanda. "A falta de qualidade em muitas instituições afasta o aluno. Um problema maior é a falta de opções de financiamento para quem tem dificuldade para pagar os estudos. São problemas estruturais. A crise financeira é apenas mais um problema", diz o consultor em ensino superior Carlos Monteiro.

Para tentar atenuar os efeitos da crise, o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular solicitou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) uma linha especial de financiamento, com recursos públicos, para a área.

"A falta de qualidade em muitas instituições atrapalha e afasta o aluno"
CARLOS MONTEIRO


Consultor em Ensino Superior

Consultores divergem sobre financiamento

DA REPORTAGEM LOCAL

O consultor Ryon Braga, da Hoper Consultoria, concorda com uma linha especial de financiamento para as universidades particulares. "O governo já diminuiu o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] dos automóveis. Também pode ajudar a educação."

Já o consultor Carlos Monteiro diz que o governo tem a "obrigação" de criar essa linha, "pois foi o setor privado quem assumiu a maior parte da educação superior em razão da ausência das vagas públicas".

O pesquisador Oscar Hipólito discorda: "Prefiro financiamento para os alunos. Assim, você garante que o recurso vai para onde deve ir".

"A maioria das instituições é familiar, sem reserva de caixa para aguentar a crise. Achamos ser justo que nós, que representamos 4 milhões de alunos, recebamos uma linha do BNDES, como tantos outros setores", disse Hermes Figueiredo, um dos representantes do fórum das instituições, que pediu a ajuda ao BNDES.

A Folha apurou que o Ministério da Educação, que será consultado pelo BNDES, recomendará que haja condições para os empréstimos: que os recursos sejam liberados só para instituições com boas notas nas avaliações de ensino ou que apresentem, detalhadamente, onde gastarão a verba. A pasta quer evitar desvio de recursos para outro fim. (FT e MP)

 

Fonte: Folha on line

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